quinta-feira, 5 de março de 2015

COCHILO

Vento vinha de varrer estradas várias
suspendendo o pó dos olhos da paisagem
modelando nuvens francas, solitárias
farfalhando, às folhas da longa estiagem,
as palavras mudas mas, tão necessárias
- esquecidas por um tempo na paragem -
com lufadas leves e involuntárias,
ventou lindo o tom dessa nova linguagem
vento vinha de verter verdes amenos
vicejando seu sentir a pulmões plenos
assistiu as nuvens grávidas parindo
encantado com os filhos desse parto
debruçou o tempo no tempo feito quarto;
cochilou vento e acordou brisa, sorr(indo)...



COCHILO - Lena Ferreira - fev.15        


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