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afasia

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*** do outono que se vai, o que nos deixa desponta em certos fundos de quintais nas nuvens de algum céu feito de queixa semeia intermitentes temporais difícil o respirar do ar que pesa e lesa as folhas que clamam por vento rejeitam o argumento que despreza e rezam por um novo pensamento mas, só rezar bem pouco adianta o que fazer com o grito na garganta contido por coragem ou covardia? talvez o inverno traga-nos respostas talvez, quem sabe, as folhas mais dispostas possam virar-se e findar a afasia  - Lena Ferreira -

INTERMITENTES

Certas verdades, intermitentes, bordadas por gazes finas, transpassadas perpassando as fases de uma vida em cela revelam o vício dos vínculos convenientes Ingenuamente, trazem o fim para o início fundam precipícios nos verbos contritos acordando atritos no poro indisposto; desgosto em arrepios, anunciam conflitos Certas verdades, intermitentes, atadas por nós mudos, surdos e cegos confrontam o ego de um mundo absurdo e deixam escapar o que ia na palma... (...diante de tantas mentiras calmas) INTERMITENTES – Lena Ferreira – dez.13