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no vão do verso que escorre pelos meios vão os anseios e tremores segregados vão ocultos entre a pele, a renda e os seios implorando virem ao mundo saciados carregando incertezas, sem receios vão em fuga entre os dedos acelerados e, esbarrando na tintura dos enleios, pingam letras de um pressuposto pecado transpirando, o verso e o inverso, já sem freios, incendeiam as entrelinhas - fascinado, transitando pelas linhas, enquanto os leio, questiono porque são tão censurados   :no verso, vão da alma, estio e esteio serei mais um entre esses crucificados?!

HASTE

à Celia Domingos -  E por ser feita de verdades conseguiu sair inteira de onde  brotavam tempestades e não foi a vez primeira Onde a metade da vontade rendeu a vida, carcereira, ventou com graça e suavidades e ternuras - tão brejeira - Envergando as adversidades quebrantou a seta certeira que tentava ferir a felicidade de quem não possui fronteira HASTE - Lena Ferreira -