SE
Hora de arrumar a velha estante. Abrir espaço para os novos sem descartar os antigos. Nessa tarefa complicada (porque o móvel é bem pequeno e os pobrezinhos vivem em saia justa), ao reagrupar os de Drummond, um de Rubem veio ao chão com as suas reticências exibidas já capa provocando reflexões. "Se eu pudesse viver a minha vida novamente..." Conseguiu o seu intento. Fora um presente generoso da amiga Stella Maris na Bienal de 2009. Lembrei-me instantaneamente do momento. E do sentido. Foi bom. Deixei de lado a arrumação e debrucei-me na releitura. Releituras são bem interessantes. Na época, a semente do que dizia já na introdução incomodou-me um tanto, mas não cheguei a concluir se concordava ou discordava com o que o Mestre dizia: "Se eu pudesse viver a minha vida novamente, eu quereria vivê-la do mesmo jeito como vivi, com seus enganos, fracassos e equívocos. Doidices? (...)" Mas deleitei-me com o restante da leitura, repletas de traços de delicadeza e no...