quem sabe
eu nunca digo nunca, isto é certo, pois penso que o nunca é calvário é peso morto, é desnecessário é palavra que, longe, traz pra perto uma distância que não se imagina e uma certeza que não é bem certa e fecha a porta que queria aberta e abre, à força, o que não se domina que chamo teimosia, simplesmente: o nunca, como nunca, livremente passeia pelas línguas, a seu jeito mas, digo, vai rendido aos costumes pois se deitarmos, na razão, o lume veremos no 'quem sabe' mais proveito quem sabe - Lena Ferreira