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afasia

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*** do outono que se vai, o que nos deixa desponta em certos fundos de quintais nas nuvens de algum céu feito de queixa semeia intermitentes temporais difícil o respirar do ar que pesa e lesa as folhas que clamam por vento rejeitam o argumento que despreza e rezam por um novo pensamento mas, só rezar bem pouco adianta o que fazer com o grito na garganta contido por coragem ou covardia? talvez o inverno traga-nos respostas talvez, quem sabe, as folhas mais dispostas possam virar-se e findar a afasia  - Lena Ferreira -

quase conhecida

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as vezes que se vestia de vento, varava as ruas várias avarandadas levantando as velhas folhas avermelhadas que voavam como voam os pássaros aflitos e assim as folhas iam, desesperadas iam assim, a contragosto, sem lar, destino parar em não sei onde, mas sei porquê capricho pouco, sacudia a cabeleira farta dispersando o pensamento pequeno e louco tão vento, e tão incauta e desarmada espalhando a poeira de outros desditos e as folhas, assentadas sei lá eu onde observavam, quietinhas, o desatino das vezes que ia vestida de vento em vento mas, as vezes que se vestia de terna brisa, refazia-se em promessas ensoladas e acenava para folhas ainda aturdidas que assim permaneciam, feito em cautela e, por ter vestidos vários - incluindo a chuva - era quase conhecida quando ia vestida mas, passou em brancas nuvens quando despida e, despida, despediu-se do ser inconstante - Lena Ferreira -