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e, quando me poesia

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és tal qual seda que, macia, nirvaniza, num abraço, o broto de ventania que plantei em um mal passo és tal qual brisa que alivia o peso do meu cansaço no findar de cada dia sobre tudo o que não faço ah, tanges toda a agonia dessa nuvem algodoada no céu que te apropria risca a estrofe calada e, pra nossa alegria, chove a rima esperada   - e, quando me poesia, eu não preciso mais nada - - Lena Ferreira -

ME POESIA

Nos dias em que a urgência falta é que bebo tua calma numa taça bem alta São dias de risos maduros em que verdades infantes ultrapassam os muros São dias que deslizam perenes em carícias aos segundos até que a noite acene E noite que mais parece dia onde o sol do teu peito brilha e me poesia ME POESIA – Lena Ferreira – ago.14