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nessas horas

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*** cessa o vento sobre o mundo - o de dentro e o de fora - por um tempo impreciso horas varrem um segundo tudo em volta desfalece ontem transmutado em agora a mão deposita a cena sobre um verso que se esquece onde a rima não se escrava nessas horas indecisas quando a pena desarvora o silêncio é palavra - Lena Ferreira -

tanto

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** abrigo um silêncio sacrossanto no canto que foi nosso, amado meu preservo, com carinho, todo encanto e há vezes que até sinto o cheiro teu à noite, antes de dormir, eu rezo como antes, só que um pouco diferente dizendo ao bom Deus o quanto prezo ter tido tua presença entre a gente silenciosa é a prece e vem da alma e enche de conforto o esquerdo canto renovando-me as forças, traz a calma pr'essa saudade que ainda sinto tanto - Lena Ferreira - 

A PRECE DE SOPHIA

Quando a casa de Sophia silencia ao fim do dia um barulho estridente rompe todo ambiente -interno- Uma dose de agonia complementa a sinfonia entre o ranger das correntes e o assovio entre os dentes: -Inferno! São gavetas que se abrem dizendo o que ninguém sabe são móveis que se arrastam são certezas que se afastam -açoite- Como lâmina de sabre numa alma que não cabe no seu corpo, onde não lastra sanidade e nem pilastra -à noite- Quando a casa silencia eis a prece de Sophia: - Por favor, acordem o dia A PRECE DE SOPHIA - Lena Ferreira - mar.15

POEMA ADORMECIDO

Silêncio. Não acorde esse poema que dorme tão tranquilo e satisfeito embora minha pena ainda trema depois de tê-lo escrito no meu peito. . Descansa as sucessivas sensações viagens por veredas fascinantes provou de tantas, tantas emoções quando tocou as notas mais sonantes. . Repousa, embevecido, esse meu verso num sono tão profundo; meu reverso que insone, monto guarda; solidário. Silêncio. Não acorde este poema - embora essa vontade seja extrema - pois descansar o verso é necessário. POEMA ADORMECIDO - Lena Ferreira -