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é nada

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e a voz é pouca, é mínima distante dos fatos entardecidos sob as folhas de vertigens calmas entre as nuvens de um céu cobalto onde o instante, de tão raro, para e confere o arrepio interno que o esterno controla, aparente, e o externo segue, lentamente, como se, tendendo ao sobressalto, incorresse em crime sem soltura e a voz é pouca, é ínfima distante dos afetos anoitecidos   respingados de sereno e de história de uma trajetória isenta de depois onde o passado a limpo ressuscita e interfere nesse verso estanque e soluçando as rimas que inverno planta no peito do que não foi o verbo preciso e irrestrito que águo da forma mais bonita contendo as torrentes de nós dois ...e a voz é nada - Lena Ferreira -