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volto à vida

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  na beirada de um riacho deitei a dor da partida entregando-a às águas frias à um destino mais propício dor que, desde o seu início, corpo e alma, avassalava tanto tempo, eu na senzala vida? só sobrevivia... até mesmo a poesia que sempre me foi parceira é notável, foi a primeira que abandonou meu barco tento o encontro neste marco - tenho esperanças ainda; na beirada de um riacho deixo a dor e volto à vida - - Lena Ferreira -    @lenaferreiraquaseserena para o desafio poético no grupo INSPIRATURAS - 3 palavras de Wasil Sacharuk : riacho- dor- ainda

quase

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... trocava fácil esta dor sem prévio aviso mastigando o meu juízo - ferindo o seu lado direito -  no seu lugar poria a flor do teu sorriso junto a um verso mais conciso para acalmar este peito que pulsa doido quase para quase piro quase doida já deliro pressentindo a tua presença mas, tudo passa logo a dor dá uma trégua quase para então, respiro quase doida assim me inspiro do que essa troca não nega - Lena Ferreira -

FASTIO

Do soco seco vindo de uma dor extrema nasceu um poema tão sincero, tão bonito como se, escrito, o que rasgava em dois o peito adormecesse no papel, mas levemente... Quisera mesmo era apagar, do estrago, o efeito mas o que é grave, a alma grava e é indelével e a razão, que teima em greve nessa hora, só colabora em aumentar esse fastio... Resta voltar o rosto para um outro canto e escrever tanto, tanto quanto for preciso para que a dor escorra, inteira, pelos dedos e adormeça no papel, eternamente... FASTIO - Lena Ferreira - mai.14