outubro
*** dos sonhos crudelíssimos que ocorrem nas noites assombrosas e ainda frias nascem-me mais vazantes em agonias que pelos olhos doidos ora escorrem bem tento afugentá-los mas não correm; insistem em perturbar-me até de dia arrastando o passado qual sangria que não desata e o presente colore em tons medonhos de um estranho rubro com os quais, incauta e ingenuamente, cubro a alma, o corpo e a mente... pesadelo! conforta-me a chegada de outubro; nas luzes de seu aceno é que vislumbro sonhos em sono ameno - hei de tê-los - *mote - CAMINHO soneto de Camilo Pessanha *