ENQUANTO ESPERAS
Inquieta-te quando pressentes desmaios entre a crescente lua e a lua cheia: amanheces quase morna e anoiteces fria seguindo a sina da estação corrente desabita-te rápido entre as oscilações; lunares rumores e humores polares que flutuam no entorno, não te pesam tanto quanto as palavras ausentes das distâncias, fizeste proximidades curvas das chuvas em ensaio, criaste aragem certa umedecendo o campado vasto e imprevisto nos meses ralos em brevíssimos soslaios aquieta-te; quando a lua ajustar a sua rota decerto a varanda será só passagem aberta para os raios que não antecedem trovões para as nuvens que não transportam m’água - enquanto esperas, semeia flor no teu deserto - ENQUANTO ESPERAS - Lena Ferreira - mai.15