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ciclo

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        ...   ando a observar as nuvens, tantas, e viajo com as imagens bem criadas: tão etéreas, soberanas, instantâneas e que num piscar de olhos se transformam se desfazem, se refazem e me fazem comparar com a vida que, tão breve, que, num sopro, num suspiro, escapole e engole certos planos - por enganos, por seus danos, chovemos... -   mas,    - graças -   como as nuvens, tudo passa     e o ciclo, então, recomeça. - Lena Ferreira -

DO SOPRO

Sentindo o sopro da palavra ao longe sussurrada, delicada, sobre a pele nua se declara, instintiva, pelos poros; sua gotejando incertos versos de amar baixinho E tentando ocultar alguns segredos castos sob as folhas de um outono morno, lento e vasto retempera as sensações em verbetes voláteis na viagem onde o embarque não pergunta quando E do sopro, certas folhas que iam semimortas reanimam, reverdejam, transferindo o viço para o pouso desses versos em outras viagens resguardando a semente do vento inverniço DO SOPRO – Lena Ferreira – mai.14