DEUSA
Contemplemos esta noite que desfila num vestido deslumbrante de mistérios salpicado de brilhantes que rutilam e transformam o momento em etéreo Contemplemos esta dama dos segredos: no silêncio sepulcral da madrugada tão discreta, adormece alguns dos medos da alma incauta que, de dia, ia agitada Tão materna que, de uma forma estranha, acalenta dores várias e cansaços encobrindo com sua sombra tamanha muitos nós dos sós e dos sóis, o mormaço Deusa estranha, adornada pelo tempo onde entorna-se, o poema faz seu templo DEUSA - Lena Ferreira -