sábado, 6 de junho de 2015

DEUSA

Contemplemos esta noite que desfila
num vestido deslumbrante de mistérios
salpicado de brilhantes que rutilam
e transformam o momento em etéreo

Contemplemos esta dama dos segredos:
no silêncio sepulcral da madrugada
tão discreta, adormece alguns dos medos
da alma incauta que, de dia, ia agitada

Tão materna que, de uma forma estranha,
acalenta dores várias e cansaços
encobrindo com sua sombra tamanha
muitos nós dos sós e dos sóis, o mormaço

Deusa estranha, adornada pelo tempo
onde entorna-se, o poema faz seu templo



DEUSA - Lena Ferreira -
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