segunda-feira, 15 de junho de 2015

NOITE-AVENCA

Tardes dessas, quase inverno,
uma chuva insistente cai miúda
sobre o cômodo das memórias dormentes
que se agitam e assaltam os olhos
cúmplices das nuvens mais vagas
amedrontam a noite-avenca
que despenca verde, verde e estia
apressada pelo cândido orvalho
madrugando a tez da nostalgia
estendida, extensa e extremada
novelando o fio em voz macia
alarga as gotas que iam magras
alaga o chão da avenca-noite...

...e me resfria



NOITE-AVENCA - Lena Ferreira - In Florbelescos
Postar um comentário