no vão do verso que escorre pelos meios vão os anseios e tremores segregados vão ocultos entre a pele, a renda e os seios implorando virem ao mundo saciados carregando incertezas, sem receios vão em fuga entre os dedos acelerados e, esbarrando na tintura dos enleios, pingam letras de um pressuposto pecado transpirando, o verso e o inverso, já sem freios, incendeiam as entrelinhas - fascinado, transitando pelas linhas, enquanto os leio, questiono porque são tão censurados :no verso, vão da alma, estio e esteio serei mais um entre esses crucificados?!