não me perturba esse olhar quase cativo debruçado da varanda do meu pensamento esparso e muito menos quando vai assim, lascivo, e impregna com lavanda todo o canto em que me espaço quando desfila descuidado entre as rotinas, planta infinitas surpresas no jardim destas retinas e essas meninas, que já viram tanto, tanto - vida, morte, riso, pranto - veem-se diante deste espanto: não se perturbam com o instante em que as contemple, mas enlouquecem quando planta um para sempre