Postagens

Mostrando postagens com o rótulo quase

quase reza

Imagem
*** são calmos os versos nascidos nessas últimas horas inverniças: quase salmos, quase preces, quase reza, quase um acalanto - calmos - tão calmos que não choram apesar do frio tenso, o vento intenso e a palmada do pós parto; se aquecem, agasalhados por estrelas  e pelo canto... ...que nina cada verso com zelo profundo e, pouco a pouco, apresenta-os ao mundo    – Lena Ferreira –  

quase

Imagem
... trocava fácil esta dor sem prévio aviso mastigando o meu juízo - ferindo o seu lado direito -  no seu lugar poria a flor do teu sorriso junto a um verso mais conciso para acalmar este peito que pulsa doido quase para quase piro quase doida já deliro pressentindo a tua presença mas, tudo passa logo a dor dá uma trégua quase para então, respiro quase doida assim me inspiro do que essa troca não nega - Lena Ferreira -

ou quase

então é isto, ou quase, pega-se o quê dito como base e constroem-se outras frases consagrando-se venal como sendo virgem o flanco mas, nada há de original fora uma folha em branco - então, é isto ou quase? - - Lena Ferreira -

QUASE MEU

É quase minha a certeza da autonomia das folhas que se desprendem, moles, em cada outono prévio em cada vento inverso em cada verso interno em cada averbação É quase minha a destreza na condução das nuvens levemente tingidas de cinza que pairam no pensamento em cada passo incerto em cada nó que aperto em cada indecisão É quase minha essa calma diante de tantos fatos ocultos atrás da porta que, em superfície, relato em cada linha torta em cada letra morta em cada exclamação É quase meu esse espelho diante de seus olhos vermelhos QUASE MEU – Lena Ferreira – set.14