A PRECE DE SOPHIA
Quando a casa de Sophia silencia ao fim do dia um barulho estridente rompe todo ambiente -interno- Uma dose de agonia complementa a sinfonia entre o ranger das correntes e o assovio entre os dentes: -Inferno! São gavetas que se abrem dizendo o que ninguém sabe são móveis que se arrastam são certezas que se afastam -açoite- Como lâmina de sabre numa alma que não cabe no seu corpo, onde não lastra sanidade e nem pilastra -à noite- Quando a casa silencia eis a prece de Sophia: - Por favor, acordem o dia A PRECE DE SOPHIA - Lena Ferreira - mar.15