toma-me o corpo já que a alma nasceu tua antes mesmo da existência das horas em que anoiteço na ausência onde me esqueço vez ou outra por cansaço teu abraço é meu descanso tua boca é um berço manso onde dorme o teu silêncio há um canteiro da palavra que lava, que leve, que livre livra a língua dos pudores que estrangeiravam as luas - toma-me o corpo já que a alma é livre, e sua - - Lena Ferreira -