quinta-feira, 4 de maio de 2017



toma-me o corpo
já que a alma nasceu tua
antes mesmo da existência
das horas em que anoiteço

na ausência onde me esqueço
vez ou outra por cansaço
teu abraço é meu descanso
tua boca é um berço manso

onde dorme o teu silêncio
há um canteiro da palavra
que lava, que leve, que livre
livra a língua dos pudores
que estrangeiravam as luas

- toma-me o corpo
já que a alma é livre, e sua -




- Lena Ferreira -
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