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a cada instante

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  ... A não ser que me ocorra respirar por um canudo, transitarei pelos dias num sobe e desce infinito, oscilando entre a calma e o desconforto, entre problemas e soluções, entre plumas e pedras. conquistas e frustrações. E tudo bem que seja assim. É sinal de que estou viva. E de que nada é permanente. E de que o poder de escolha ainda me pertence. Posso parar para revidar uma afronta e perder meu tempo precioso inutilmente tentando provar que tenho razão ou seguir em frente aproveitando a sensação que o vento desperta no meu corpo e alma, e espírito, a cada passo dado adiante lembrando-me: está viva, sinta! Não mais me engano: nenhum dia será como o outro, por mais que pareça ter sido. Alegrias não são eternas. Mas, graças, tristezas também não são.  Constante, somente a dúvida. E o desafio de levantar-me a cada dia e renascer... a cada passo do instante. - Lena Ferreira -

ECO

Fosse só essa certeza que não tenho tudo o mais seria facilmente resolvido o prognóstico dormiria a sono solto na gaveta juntamente com os sintomas e as premissas As frases todas, desconexas, insensatas não reclamariam bengalas nem aros nem convocariam receitas ou resgates e as taxas seriam bem menos notadas O eco voltaria um pouco mais preciso, esquecido do estreito e rouco pigarrear e a torrente dos internos desgastes ciciando por socorro, já estaria extinta Mas não... A teimosia veio anexa ao pacote onde o simples suspirar é exercício tão difícil, o vício debruça-se qual dança do ventre sem música... ...em brasa Resta-nos a espera pelo tempo-remédio ou uma dúvida mais certa ECO - Lena Ferreira -