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volto à vida

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  na beirada de um riacho deitei a dor da partida entregando-a às águas frias à um destino mais propício dor que, desde o seu início, corpo e alma, avassalava tanto tempo, eu na senzala vida? só sobrevivia... até mesmo a poesia que sempre me foi parceira é notável, foi a primeira que abandonou meu barco tento o encontro neste marco - tenho esperanças ainda; na beirada de um riacho deixo a dor e volto à vida - - Lena Ferreira -    @lenaferreiraquaseserena para o desafio poético no grupo INSPIRATURAS - 3 palavras de Wasil Sacharuk : riacho- dor- ainda

ainda

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quem disse da noite mais fria é certo que desconhecia que, embora não houvesse fogueira, a chama que chama, altaneira no peito de nós, ainda ardia ainda - Lena Ferreira -

AINDA

Do alicerce ao teto com flocos de lírios, piscavam estrelas como se chamassem a lua enquanto o vento incansável e recorrente, girava o tempo, dispensando argumentos. A cada giro, outra nuvem, outra viagem que, sem bagagem, tornava-se mais leve e, embora breve, a m o r te c i a pensamentos com sentimentos delicados e difusos. Na rara pausa, transformado em brisa mole, sussurrava uns goles de riminhas pobres aos nobres que passavam pela rua beijando seus ouvidos com o que não fazia sentido; só para quem sentia. Do alicerce ao teto com flocos de lírios, chamando lua a lua, ainda piscam as mesmas estrelas purpurinando grãos de poesia e, ainda, o vento gira todo o tempo e não se cansa. Ao contrário, quanto mais avança, facilita a construção que me habita... AINDA – Lena Ferreira – jun.14