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PELOS VÃOS

E da loucura que atingiu com corte a alma doida que esse corpo habita sangrou, sangrou até a quase morte: eis a demência em vitimar-se aflita De tão aflita, perdeu o rumo, o norte, o vento e a brisa que possibilita a calma, a paz e, novamente, a sorte do contraponto e, nesse mar, se agita Se agita em drama que nauseia a alma deixando o coração posto na palma da mão que treme sem guardar segredos Segredos vistos, a alma põe-se exposta onde as perguntas, sem terem respostas, escorrem sempre pelos vãos dos dedos PELOS VÃOS – Lena Ferreira – set.14 *mote ESTÁTUA FALSA de Mário de Sá Carneiro - sugerido por Rosemarie Schossing