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CONTÁGIO

O choro que a voz segura talvez por orgulho frágil corre por dentro e satura o peito em doido naufrágio Encharca o esterno e, dura, faz do pulsar calmo, ágil destilando  amargura afunda a alma por contágio O choro que a voz embarga e em seguida se larga à morte em seco mergulho Alivia a alma e o externo desfila o seu tom mais terno despido de todo orgulho  CONTÁGIO - Lena Ferreira - mai.15