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SUPOSIÇÕES

Tentou adivinhar o meu desejo embora estivesse tão distante alheio ao que eu sinto e ao que vejo sem precisar o que me é constante E nessa tentativa, o julgamento pesado veio a me cobrir os ombros mas a benevolência de um vento o espantou e junto, foi o assombro E na leveza que o vento me deixa deslembro o motivo do qual se queixa e sigo o meu caminho como quero Inútil é insistir provar o que seja a alguém que os meus olhos nunca veja e só suponha o que da vida espero SUPOSIÇÕES - Lena Ferreira - nov.14

NUM VERSO BREVE

Coberto com a cor acre fim-de- tarde vigia os passos apressados dessa lua que, gira e gira, alternando suas fases independente e indiferente aos olhares Percorre céus, visita outros lugares enquanto o vulto, entregue à vigilância, remói o vento, dispondo na balança o peso vago das graves suposições Enquanto a lua segue e lua, noite e dia irreverente, míngua e cheia, cresce, nova com fases, frases que namoram o absurdo agita o vulto, leve, sem grandes alardes... ...num verso breve que uma brisa facilita NUM VERSO BREVE – Lena Ferreira – ago.14