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TOCHA

Nem bem preciso fechar os meus olhos adivinho fácil o seu semblante plácido - e enterneço - sorriso tranquilo, verão  luminoso tocha perene num túnel escurecido e desértico rimando luzes de astrais seculares e  claros nos gestos profusos em cores e verbos e modos e tempos e gostos e versos atemporais tateia sentires distintos e equidistantes cruzando, dos oceanos remotos, seus tênues limites semeia luz na luz e na sombra e a soma do seu lume espelha e espalha entre chuvas e vendavais de quem se fez ombro, abrigo e seta de quem desfez a clausura e a censura de quem refez o traço, curso e a meta usando  puramente o amor e a ternura Nem bem preciso fechar os meus olhos adivinho fácil o seu semblante plácido - e agradeço - TOCHA - Lena Ferreira - mai.15