terça-feira, 5 de maio de 2015

TOCHA

Nem bem preciso fechar os meus olhos
adivinho fácil o seu semblante plácido
- e enterneço -
sorriso tranquilo, verão  luminoso
tocha perene num túnel escurecido e desértico
rimando luzes de astrais seculares e  claros
nos gestos profusos em cores e verbos
e modos e tempos e gostos e versos atemporais
tateia sentires distintos e equidistantes
cruzando, dos oceanos remotos, seus tênues limites
semeia luz na luz e na sombra e a soma do seu lume
espelha e espalha entre chuvas e vendavais
de quem se fez ombro, abrigo e seta
de quem desfez a clausura e a censura
de quem refez o traço, curso e a meta
usando  puramente o amor e a ternura

Nem bem preciso fechar os meus olhos
adivinho fácil o seu semblante plácido
- e agradeço -



TOCHA - Lena Ferreira - mai.15



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