quarta-feira, 20 de maio de 2015

NAS MANHÃS VERDES AINDA

Nas manhãs verdes ainda
os seios das sementes trazidas pelas aves
amamentam  a sutilíssima promessa
em juras de colher diálogos claros

de vento isentas, assistem ao ensaio  
de uma brisa que adolesce, risonha  e macia
enquanto sussurra umidades para o campo
ervado estranhamente em brevidades e hiatos

tudo é espera suave
adubo, rega, zelo e capina

Nas manhãs verdes ainda
o sol, preocupado, se ocupa a mais nessa campina:
amadurece a brisa e amortecendo os silêncios graves
a promessa da colheita logo está pronta a ser cumprida



NAS MANHÃS VERDES AINDA - Lena Ferreira - mai.15
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