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depois se deite

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*** senhor supremo nas suas andanças   temido por sua força estupenda cavalgue lépido à aventurança modificando tudo o que nos prenda apague a chama da desesperança aviva a calma e a paz; surpreenda! o mundo inteiro clama por mudança faça com que contigo, então, aprenda... pastor de nuvens, desafeto às folhas irmão do tempo, primo das escolhas semeador de marés e alforrias fundamental, e transmutado em brisa, abraça as almas e as sereniza depois se deite em algumas poesias - Lena Ferreira -  

e mais

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*** o vento traz, nos braços, novidade numa manhã de luz, de cor e festa já posso ver, pela janela, a fresta do novo ciclo, feito em claridade todo o ambiente aspira esse aroma o pensamento se refaz em viço e assim, renova o velho compromisso: sair, de vez, da incômoda redoma que impede o toque na realidade - mesmo que seja na adversidade preciso é inspirar esse bom vento que traz, nos braços, perfumes e flores e mais; promessas de curar as dores acumuladas ao longo do tempo - - Lena Ferreira -
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gosto quando chega assim mansinho quieto e fazendo um carinho nos cabelos e na pele gosto quando chega de surpresa bravo e com certa rudeza tangendo o que me impele gosto quando percorre os céus meus e, soprando as nuvens-breus, sussurra o que me alivia gosto de tudo o que leva e traz e do muito que é capaz: fecundar-me poesia

NO ALTAR DO VENTO

O que tenho, e que me alivia, são os versos que, humanamente, teço esses que, de tempo em tempo, despretensiosamente, ofereço acesos, aos pés do altar do vento Enquanto queimam, observo: a qualquer noite ou qualquer dia, um de seus fragmentos, para a  minha alegria, há de se tornar verbo NO ALTAR DO VENTO - Lena Ferreira -

OUVINDO

As vozes do vento, as velozes, confundem os ouvidos incautos em sustos, também sobressaltos, imputam torturas ferozes As vozes do vento, as bravias, iludem os olhares distantes em compassos tão dissonantes instauram a desarmonia As vozes do vento, as amenas, difundem a calma prevista em passos de lenta conquista evocam as coisas pequenas As vozes do vento, as suaves, dispersam as palavras graves OUVINDO - Lena Ferreira -