Postagens

Mostrando postagens com o rótulo necessário

MAIS ÍNTIMOS

Travessa, uma gotinha de chuva atravessa o telhado da varanda e, esticando-se todinha no trajeto entre o teto e o livreto de poemas, cai serena sobre uns tímidos versos e macula a folha, página de outono Desviando a atenção dos supérfluos dedos sem sono sobrepõem-se à mácula descobrindo o quê que ia encoberto entre os anseios mais fúteis, vários entre as linhas entremeadas em flor Olhos, mais nítidos, bebericam o necessário  Dedos, mais íntimos, seguem o seu itinerário MAIS ÍNTIMOS - Lena Ferreira - 

POEMA ADORMECIDO

Silêncio. Não acorde esse poema que dorme tão tranquilo e satisfeito embora minha pena ainda trema depois de tê-lo escrito no meu peito. . Descansa as sucessivas sensações viagens por veredas fascinantes provou de tantas, tantas emoções quando tocou as notas mais sonantes. . Repousa, embevecido, esse meu verso num sono tão profundo; meu reverso que insone, monto guarda; solidário. Silêncio. Não acorde este poema - embora essa vontade seja extrema - pois descansar o verso é necessário. POEMA ADORMECIDO - Lena Ferreira -