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é para lá que voo

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dizem que o novo verso anda no meio do povo varrendo as ruas, os becos e as esquinas abrindo as bocas e as frestas das cortinas fechando entranhas dos estranhos sinais suturando os cortes consagrados em ais estancando hemorragias, estocando poesias dizem que o novo verso anda onde não anda o eco arrítmico do ego, da cisma, do abalo sísmico   das palmas, das plumas, dos ressentimentos dizem que o novo verso anda entre os movimentos das mãos na lida e dos pés na lama, descalços entre os percalços, dúvidas e tropeços das crianças plantadas na marra pelos campos desertos de sonhos apesar da mínima a idade barrigas vazias de lua cheia dizem que é por lá que o novo verso anda anda e versa enquanto semeia estrelas enquanto espera pela lua crescente no mais, tudo é tão velho, é arremedo dizem, apenas uma roupagem nova para o antigo verso que surgiu mais cedo - dizem que é por lá que o novo verso anda então é para lá que...
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acordar a noite para um papo ameno sentindo o sereno descer tão macio nem sentir o frio que já se anuncia nem lembrar do dia vivido em açoite acordar a noite e namorar a lua que vai seminua desfilando, bela ah, o brilho dela lembra os olhos teus deitados nos meus acordando a noite   - Lena Ferreira - 

DESFEITA

Feita de líquido e frases tão cruas de leitos e mares em sono frágil e invigilante Desfila, derramando fases por ruas em vãos similares ao seu caminhar inconstante Desfeita do peso, vai nua das vezes que, cega, flutua - até que, suando, evapora - Sublimada, em nuvem, madruga num céu todo, todo em rugas - coberta e desperta então, chora - DESFEITA – Lena Ferreira – abr.14