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SEMÍNIMA

úmidas, as palavras que proferes dançam com a língua um bolero de Ravel provocando rubores castos e imprevistos nos lábios, na face, nos olhos, nos cantos, alteram expressões desconcertando a timidez estreita e concisa da vaga precisa entre a pausa fugidia e o dó maior como a adivinharem o mais ínfimo e íntimo desejo as palavras que proferes, úmidas, úmidas, mais parecem beijos - Lena Ferreira -