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Mostrando postagens com o rótulo poesia

ao leitor

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  louvo os versos de todo dia que a alma poética alimenta pão para o poeta, a poesia é como água pra boca sedenta    louvo poemas de nostalgia e de amor, que o peito arrebenta louvo, e com imensa euforia, o poeta primeiro que tenta   embalar, e abalar, com seu canto e aos leitores dispostos a ver tudo o que sua alma carrega   encantada, eu louvo um tanto ao sensível que põe-se a ler o que só com a alma se enxerga -                                                                                             ...

ou deveriam

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Sobre textos e suas interpretações: poetas entendem, ou deveriam, a gama de possibilidades que se abre quando se lança um olhar atento sobre um texto ou mesmo uma imagem. Diria que isto se estende sobre o humano, o desumano; sobre o universo, enfim. Acontece que me deparo, não raro, com discussões acaloradas sobre o que um texto quer/quis dizer ou desdizer. E paro. E esfrio. Re-penso que, sim, o texto pertence a quem o assina, mas no momento em que o mesmo é disposto publicamente, passa a pertencer, também, a quem o lê que, por sua vez, abraça o direito de interpretá-lo da maneira que o sentir no momento. Aposto fichas altas que releituras, em momentos mais espaçados, lhes darão uma outra interpretação. Ou não. Como bem disse Octavio Paz, e que se aplica a outros estilos literários: "Não há poesia em si, mas em mim ou em ti." Desejo-lhes interpretações felizes. Abraço poético, Lena Ferreira , @lenaferreiraquaseserena #pensandocommeusbotões

rimas orvalhadas

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*** quando o Jardineiro vem colher suas flores deixa rimas orvalhadas pelos cantos das janelas que aspiravam seus valores inspiradas, certamente, pelo encanto das sementes ventureiras desde o colo que fincaram suas raízes bem no vento das nuvens robustas, fizeram seu solo quebrando o trato feito com o tempo quando o Jardineiro vem, vem sem aviso é por isto que estes versos de improviso dizem menos, bem menos que deveria dizer dessas flores bem como se deve há somente um Autor que se atreve pois é o Verbo e a própria Poesia - Lena Ferreira -

POR LÁ

E foram calmos esses dias passados entre um verde muito vivo e um azul celeste inimaginável que me amanhecia. Vendo o sol se espreguiçando bem cedinho e, sorrindo, pedindo licença às nuvens raras para iluminar o céu todinho, todinho, tão calmo... Calmos dias de se molhar os pés na grama orvalhada, respirando o presente, o instante. De se tomar um matinal na varanda dividindo os farelos com os bichinhos, visitantes . De estender roupas nos varais e ficar observando a dança doce patrocinada pelo vento. De preparar refeições alegres e tirar uma boa soneca após o almoço. E sonhar. Sonhar, sempre. Sonhar leve e macio. Fácil nesses dias acordar entre a algazarra dos passarinhos e o farfalhar do vento lambendo as saias das árvores, num quase fim de tarde. E, sem alarde, acompanhar a noite trazendo estrelas, uma a uma e, tão de perto, que era certa a impressão de que estendendo um pouquinho assim a mão, poderia tocá-las. O balé dos vagalumes apresentava, a cada noite, uma nova c...

QUASE NADA

I- Bem pouco sabia sobre estilo ou sobre estética mas sentia o que lia II- Bem pouco entendia: teciam seda à poética e a primeira cedia III- Bem pouco escrevia: sob uma crítica cética apenas insistia IV- Bem pouco queria: à parte tema ou técnica, sopro de poesia QUASE NADA – Lena Ferreira – jun.14

INESPERADO

Nunca houvera falado de amor como deveria...Não da forma que se espera. Nunca houvera enviado flores, deixado bilhetes sobre o travesseiro, levado café na beira da cama. Nunca dissera " eu te amo" como se espera, em sopro ou gemido no pé do ouvido. Nunca lera um poema com voz sustenido...Mas, seu olhar... Ah, seu olhar, ao mergulhar nos olhos dela, quem diria...Era a declaração de amor mais sincera. Era a forma mais bela de se compor poesia. INESPERADO – Lena Ferreira – abr.14