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OLIMPO

"Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos Como um Deus e amanheço mortal..." (Lenine) * E na noite que desliza em tom solene solicita, solitário, compreensão às estrelas que, caladas, nunca mentem; mais fazem sentir o gosto da ilusão No pensar que possuía em suas mãos todo o mundo, tolo, julgando imortal entre aplausos, o ego vencendo a razão ergueu na alta nuvem frágil pedestal - mas toda nuvem, um dia, chove, é natural... - No silêncio das estrelas, o abandono sem resposta e insatisfeito, adormece sonha o Olimpo, acorda e já não tem trono; mais um ''Deus'' que como mortal amanhece OLIMPO – Lena Ferreira – jul.14