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NESSAS NOITES

Nessas noites de tortura em páreo exílio até o vento vem vestido de galopes a distância e o silêncio são dois golpes na saudade que no peito já fez trilho Fora o vento, parece nada se move além destes olhos cheios de estrelas resguardando o orvalho pra não entristecê-las mas, parece que o céu todo se comove Comovido, faz do vento doce brisa que, tão doce, chega e logo me avisa das notícias, dos rumores mais precisos E, rompendo a tortura do exílio páreo, essa brisa trouxe o gosto necessário às lembranças que acordaram meus sorrisos NESSAS NOITES - Lena Ferreira - abr.15