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volto à vida

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  na beirada de um riacho deitei a dor da partida entregando-a às águas frias à um destino mais propício dor que, desde o seu início, corpo e alma, avassalava tanto tempo, eu na senzala vida? só sobrevivia... até mesmo a poesia que sempre me foi parceira é notável, foi a primeira que abandonou meu barco tento o encontro neste marco - tenho esperanças ainda; na beirada de um riacho deixo a dor e volto à vida - - Lena Ferreira -    @lenaferreiraquaseserena para o desafio poético no grupo INSPIRATURAS - 3 palavras de Wasil Sacharuk : riacho- dor- ainda

só pra quem está dentro

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*** ninguém sabe o que acontece quando a porta fecha o que as paredes dizem, o que as cortinas sonham e mesmo que soubessem, nada disso importam a vida segue em curso, nascimento e morte sussurros, sopro, vento, solidão ao norte ao sul, a brisa é mansa e a porta, sempre aberta, recebe a chuva com sorrisos de esperança e, mesmo com o peso instável na balança, vislumbra a solução através de uma brecha então, o que acontece quando fecha a porta é coisa que só pra quem está dentro importa - Lena Ferreira - 

[FLOR]IR

E sinto a madrugada escorrer por esses olhos fim  de inverno enquanto escolho a semente certa para plantar dentro do peito. Meu grande alento no momento é o ensaio da tímida certeza de que o sol espera-me logo a frente mesmo que acima das densas e cinzentas nuvens...que, qual fumaça de locomotiva, esconde o azul que, rindo, me acena; pressinto. Então, serena, cubro-me e me deito ajeitando o pensamento fertilizado. Adormecendo levemente, sonho com a colheita farta em flores anestesiando dores e cansaços, perfumando os laços renováveis. Desperto com o quarto alaranjado vivo, intenso e tão quentinho e, de braços dados com a brisa, leve, vejo a esperança com os dois pés no mesmo caminho...Sigo-a; há ainda um longo caminho para [flor]ir. FLOR[IR] - Lena Ferreira -