GUARDIÃ
Guardarei o teu silêncio manso e calmo como donzela que resguarda a castidade e, nos porões do meu peito, com cuidado acomodarei cada palavra que fora adiada... (...ao lado das minhas) Ah, se pelo menos uma delas escapasse como quem sai à noite em desaviso estremeceria a lua e, trincando estrelas, certamente o vento espalharia segredos Sendo assim, eis-me aqui, zelosa e casta guardiã desse silêncio diplomático e embora monte guarda noite e dia, há tempos dispensei minha armadura... (...bem mais leve é o tecido da ternura) GUARDIÃ – Lena Ferreira – set.14