terça-feira, 16 de setembro de 2014

GUARDIÃ


Guardarei o teu silêncio manso e calmo
como donzela que resguarda a castidade
e, nos porões do meu peito, com cuidado
acomodarei cada palavra que fora adiada...

(...ao lado das minhas)

Ah, se pelo menos uma delas escapasse
como quem sai à noite em desaviso
estremeceria a lua e, trincando estrelas,
certamente o vento espalharia segredos

Sendo assim, eis-me aqui, zelosa e casta
guardiã desse silêncio diplomático
e embora monte guarda noite e dia,
há tempos dispensei minha armadura...


(...bem mais leve é o tecido da ternura)


GUARDIÃ – Lena Ferreira – set.14
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