ANÔNIMAS
Poeiras pré-concebidas estagnam o vento e acorrentando-o através dos seculares dias alimentam o pavio de guerras frias e mudas estatísticas apreçam o custeio e os valores e enquanto rios secam e mares transbordam as terras sem fronteiras definidas tremem mais pelos tementes do que pelos temidos o caos instaurado segue dilatando olhares santos, surdos e cegos, egos estrelam noites em nuvens líquidas, lânguidas e passageiras poeiras pré-concebidas estagnam o tempo sereno e profuso, o céu nos observa e cala a rota dos segundos apressa a transitoriedade a reta dos minutos quase derrapa nas curvas as horas oram por sorrisos inteiros que valham a palha sob a chuva que o vento não move hoje ou amanhã se transforma em fogueira o fogo, o mesmo fogo que consome a carne aquece as doidas almas nas vagas de frio pés ainda tropeçam nas sombras alheias vísceras expõem-se em translúcidos véus o caos instaurado segue dilatando olhares porém, mãos anônimas dispostas em auxílio dão...