quinta-feira, 4 de junho de 2015

CONTÁGIO

O choro que a voz segura
talvez por orgulho frágil
corre por dentro e satura
o peito em doido naufrágio

Encharca o esterno e, dura,
faz do pulsar calmo, ágil
destilando  amargura
afunda a alma por contágio

O choro que a voz embarga
e em seguida se larga
à morte em seco mergulho

Alivia a alma e o externo
desfila o seu tom mais terno
despido de todo orgulho 


CONTÁGIO - Lena Ferreira - mai.15


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