sábado, 7 de março de 2015

A PRECE DE SOPHIA

Quando a casa de Sophia
silencia ao fim do dia
um barulho estridente
rompe todo ambiente
-interno-

Uma dose de agonia
complementa a sinfonia
entre o ranger das correntes
e o assovio entre os dentes:
-Inferno!

São gavetas que se abrem
dizendo o que ninguém sabe
são móveis que se arrastam
são certezas que se afastam
-açoite-

Como lâmina de sabre
numa alma que não cabe
no seu corpo, onde não lastra
sanidade e nem pilastra
-à noite-

Quando a casa silencia
eis a prece de Sophia:
- Por favor, acordem o dia




A PRECE DE SOPHIA - Lena Ferreira - mar.15

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