quinta-feira, 16 de abril de 2015

VULNERÁVEIS

Nessas manhãs de frio discreto
galhos seminus se ajeitam
tentando o hábito com o vento

Bebericando a essência da noite
- que se deitou madrugada na relva -
raízes engordam a seiva

Aves arrulham pousadas nas copas
e, enquanto planejam viagens,
o ensaio do voo abate  as folhas poucas

No ventre dessas folhas em queda
cochilam certos versos líricos

 - que não acordam com gritos,
mas são vulneráveis aos sussurros -




VULNERÁVEIS - Lena Ferreira - abr.15
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