domingo, 15 de dezembro de 2013

SUAVE

Senti a dor de cada letra nua
expondo a alma; de tristeza, morta
vestida de verdade, dor tão crua
daquela fina que, por pouco, corta

Senti  as lágrimas rolando - as duas -
batendo desde cedo à tua porta
quisera, mesmo, transmutar-me e  lua
alteraria as bases da comporta

E a noite, silenciosa como a brisa,
acalmaria a dor que aterroriza
vestindo-te com flores e sorrisos

Perfumaria-te com puro nardo
suave, como as nuvens que resguardo
para curar-me, sempre que preciso

SUAVE  - Lena Ferreira –
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