sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

NAS ÁGUAS

Nas águas tranquilas que cobrem esse solo
isolo a tristeza que pesa nos ombros
em dores prováveis, possíveis assombros
que escondem o sorriso que sempre foi seu

Nas águas tão calmas, mergulho meu colo
consolo a verve que andava arredia;
pedinte de um vento, brisa ou poesia
espera voltar o que sempre foi seu

Nas águas serenas, meus versos, imolo
tentando acalmar a alma em estado bruto
para que, tranquila, num tom resoluto
retorne ao caminho que sempre foi seu

NAS ÁGUAS - Lena Ferreira -
Postar um comentário