quarta-feira, 12 de abril de 2017

INDICO

Assim previu Raquel Naveira  na fortuna crítica do primeiro livro de Luiz Otávio Oliani, o FORA DE ÓRBITA, em 2007:

“Livro enxuto, simples e profundo. Os concisos poemas têm oralidade e ritmo. (...) Tenho certeza de que, com elegância, você continuará esboçando poemas em construções silenciosas”.

Passados dez anos, construída uma trajetória de engajamento literário e social invejáveis, eis que presencio e me delicio com a premonição perpetuada no evento POETA SAIA DA GAVETA, dirigido por Teresa Drummond e coordenado por Neudemar Sant’Anna. 
No lançamento dos seus sétimo e oitavo livros A VERTIGEM DAS HORAS e A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA, contando com a presença marcante dos poetas Sérgio Gerônimo, presidente da APPERJ, Mozart Carvalho, Jorge Ventura, Tanussi Cardoso, Celi Luz, Marisa Sorriso, Neli Madsen, Cacau Leal entre outros tantos poetas singulares, Oliani fideliza a sua estética lírica consciente da necessidade do burilar a palavra. Sem pressa. Primorosamente.

Destaco, aplaudo e indico:

“despir-se
do indesejado

ofício
do senhor
de palavras

vestir
o poema
apenas
com o necessário”

A ROUPA, página 18 do livro A vertigem das horas.

*

nada nos pertence:
a vida é empréstimo

Deus não cobra
Juros dividendos
o homem
acerta contas
consigo mesmo

nesse juízo
de altos preços
sobra apenas
o legado
com que se sonha

e, se tudo rui
no desmoronar  do corpo,
o que ficará?

num canto da casa
o escritório
a biblioteca
o livro de poemas

A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA, página 13 do livro de mesmo título.


Evoé, Poeta!



*.*.*


A proposta do INDICO é divulgar poetas contemporâneos atuantes, livros, páginas, sites, eventos poéticos e afins.

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Envie um e-mail para: osversosquecomponho@hotmail.com  com assunto INDICO.

Ave, Poesia!




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