quinta-feira, 17 de julho de 2014

SERENATA


O poema não despenca, desce em pluma
em tão suave e delicada serenata
num vagar feito densa e oculta bruma
descem versos e mais versos qual cascata

O poema não despenca, descem em pluma
deslizando pelo ouvido, chega à alma
até que, do seu leitor, o sentir consuma
e reintegre, totalmente, a sua calma

O poema não despenca, desce em pluma
dedilhando lindas notas, uma a uma
e traz, sempre, suas rimas mais sensatas

O poema desde em pluma, tão sereno
e com seu suavizar, seu canto ameno
feito pluma, canta em versos, serenata


SERENATA - Lena Ferreira


*publicado originalmente no livro ''Entre sonhos'' - Ed. Utopia - 2011*
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