... A mesma terra, a mesma água e praticamente o mesmo instante de semeadura. E pelas mesmas mãos. O mesmo tempo: cultivo, cuidado e clima... Umas, rasgaram a terra em busca da luz e do vento. Outras, ainda lutam tentando romper seus obstáculos. É, minha gente... A Natureza ensina e sigo aprendendo: a cada semente plantada, um tempo certo e particular. Respeito. Na vida, também. Marilene Ferreira de Oliveira
... Coisa que aprendi a duras penas foi respeitar os meus limites. Aprendi na marra, experimentando, testando, extrapolando até. Confesso ter sido um aprendizado dolorido na medida em que percorri caminhos de maneira forçosa, talvez tentando provar a mim mesma de que era capaz. E nem sempre somos, né não? Hoje consigo perceber todos os passos que meus pés aprendizes dão. Consciente da possibilidade de recorrer em erros, me acautelo. Sei até onde consigo ir. Sei até que ponto meu corpo suporta o peso oferecido. E pelo bem físico e emocional, recuo. Até mesmo para poder continuar avançando, resguardo-me. Tenho certa inveja de quem vira noites e dias numa lida compromissada. Admiro quem se entrega à exaustão em seu objetivo, individual ou coletivo. Aplaudo de pé quem consiga. E digo, de coração, já percorri esse caminho, com muito gás e o mesmo amor. Mas a conta uma hora chega, minha gente. E digo, de coração na mão: não quero pagar o preço novamente, não... Marilene Fer...
,,, Ah, Mário... Se por aqui ainda andasses com teus pés de passarinho e letras aladas quintaneando o teu silêncio, confirmarias o alvo certo do teu aforismo sobre o tempo que, com passos assustadoramente fungíveis, engole fatos, fotos, ventos, velas, elementos, vulneráveis sentimentos que julgava enraizados em terreno sadio... Bem dissestes há tanto tempo e o dito permanece imutável. A não ser pelo próprio espaço que, caduco, não consegue acompanhar a avalanche de informações que chegam de toda parte e reparte a mente em tantos pedaços sem que cada parte partida absorva, verdadeiramente, o que há em cada fato. Os tempos são outros, Mário, são sim... Adornam a distância com a própria distância, entornam à inconstância bem mais inconstância, encaixam conveniências às sanguíneas convivências em toques progressivamente frios e superficiais. Porém, tranquilizo-te, poeta. Deitar-me-ei sobre as mais improváveis considerações. Tuas e minhas, fazendo-as nossas... E assim, sereníssima, consciên...
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