Postagens

ok, ok...

Imagem
Ok, eu sei... Nem sempre será sol. E vai ter chuva, sim. Ventanias, tempestades, sim, sim. Porque faz parte do clima. E do 'clima'. E porque faz parte, aceito. E porque aceito, não me domina. Ou, nem tanto. Não mais. Porque sei o que quero. Quero paz.  Clichê, auto-ajuda, mantra, otimismo tolo e fútil... Seja lá o rótulo que imponham, sigo crendo que, 'apesar de', acima das nuvens, e aqui dentro, há um sol que me pertence e que, num sopro, solicito a chama toda vez que faz frio em volta. E ele me responde sol-rindo. Sempre. Ok, ok...Vai ter chuva? Sim. Ventanias, tempestades? Sim, sim. Mas, colocando-me acima do clima e do 'clima', também serei sol. - Lena Ferreira - 

nem é lua cheia

Imagem
não é hora, creia, de mexer no pacto de rever o impacto que ergueu o escudo noutro verso mudo que mantém intacto sob a luz da lua que observa a sombra do verbo que sobra sobre outro silêncio estéril de gestos não é hora, creia, de bulir na calma saturando a alma nessa noite escusa o sol ainda tarda e outra lua aguarda pelo verso liso que pretende o simples longe dessa rima: ser só a palavra que não desanima - ...não é hora, creia nem é lua cheia... -   - Lena Ferreira ​ -

ainda

Imagem
quem disse da noite mais fria é certo que desconhecia que, embora não houvesse fogueira, a chama que chama, altaneira no peito de nós, ainda ardia ainda - Lena Ferreira -

quem sabe

Imagem
eu nunca digo nunca, isto é certo, pois penso que o nunca é calvário é peso morto, é desnecessário é palavra que, longe, traz pra perto uma distância que não se imagina e uma certeza que não é bem certa e fecha a porta que queria aberta e abre, à força, o que não se domina que chamo teimosia, simplesmente: o nunca, como nunca, livremente passeia pelas línguas, a seu jeito mas, digo, vai rendido aos costumes pois se deitarmos, na razão, o lume veremos no 'quem sabe' mais proveito quem sabe - Lena Ferreira
Imagem
risco um verso no tempo arredio e ouço a pauta pesar no seu corpo que agitado contorce-se, torto: tiro o verso pensado em desvio outro verso na pele do cio e ouço o alarme do tempo pudico que censura, então retifico: tiro o verbo pensado e o resfrio outro verso no vento do instante mau nem bom, nem mesmo consonante vou, me arrisco nas letras a fio o que importo é o amor pela escrita boa ou ruim, é ela que me dita a importância desse desafio desafio -  Lena Ferreira  -

coincidência

Imagem
incide a luz sobre esses olhos negros negros, negros como a noite que a gente sempre quis fresca das notas que os dedos vários da lua propiciam ternamente as canções que ontem lhe fiz chamando estrelas que retocam o nosso verso nascido na hora mais extrema entre o riso e a calmaria coincidindo, essa luz que ora lhe cobre pouco a pouco, nos descobre mais que versos; poesia - Lena Ferreira -

arquitetura

Imagem
que, pra chegar até aqui,  atravessei muitos desertos séculos de fome e de sede impostos pela auto clausura e não pense que há lamento nos versos que vão aos pés do vento são somente grãos de areia que facilitaram a arquitetura do momento onde me encontro observando, mansamente, o aceno brando da ternura -  Lena Ferreira  -